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Inês Aroso - Escritora

Sempre sonhei ser escritora... Aqui, sou!

Inês Aroso - Escritora

Sempre sonhei ser escritora... Aqui, sou!

Olhar infinito

02.08.19 | Inês Aroso | ver comentários (1)
Os olhos são o espelho da alma, diz a sabedoria popular. Não importa a cor, o formato, as dioptrias (eu, míope, me confesso) ou outros pormenores. Na verdade, o que interessa no olhar é aquilo que ele transmite. Medo, amor, desdém, maldade, inveja, bondade, alegria, (...)

A última dança

16.06.19 | Inês Aroso | comentar
Naquela tarde, Alice sabia que era a última vez em que festejava algo. No fundo do coração, sentia isso, mas não queria admitir. Juntou as pessoas cujo amor e a amizade a faziam sentir feliz. Sentiu-se grata por amar e ser amada por aquelas pessoas maravilhosas. Mas (...)

O super-poder de Angélica

08.06.19 | Inês Aroso | comentar
Angélica acreditava nas pessoas. Duarte acreditava em factos. No dia em que se conheceram, Angélica acreditou que Duarte era um bom homem. Duarte acreditou que Angélica era gorda. Apesar desse facto, Duarte resolveu namorar com Angélica. Era um facto que precisava de (...)

A lágrima solitária

27.05.19 | Inês Aroso | ver comentários (5)
Não era uma tarde igual às outras. Primeiro, uma lágrima escorregou-me pela face. Foi-se juntar a ela outra lágrima, que escorregou pela outra face. A lágrima não sabe ser sozinha. Eu também não. Sinto-me sozinha desde que a nuvem negra me cobriu. Há quem não (...)

Ângela, mãe a cores

05.05.19 | Inês Aroso | comentar
Ângela tem 41 anos, dois filhos, é casada. Quando a filha mais velha entrou na universidade, resolveu voltar a estudar. Como estava desempregada, para ajudar nas despesas, ficou a trabalhar em part-time na secção de limpeza da universidade da filha. Foi a vaga mais (...)

Todos os nomes do amor

02.05.19 | Inês Aroso | comentar
- "Avó, conta-me histórias de amor", pediu-lhe Sofia, de 15 anos, enquanto viam os barcos no cais, sentadas no banco, encostadas uma à outra, com carinho. - "Está bem, Sofia, mas quando o veleiro partir, vamos para casa... Ora bem, vou começar... Isaac apaixonou-se (...)

Carta ridícula (não, não é de amor)

19.04.19 | Inês Aroso | comentar
Cara Maria,   Recebi a tua missiva. Tens toda a razão, sou assumidamente ridícula. Pelas oportunidades que dou a uma amizade, mesmo que me desiludam uma e outra e mais outra vez. Por acreditar que há algo de bom em pessoas que demonstram ser uns valentes trastes. Por (...)

Buraco negro

05.04.19 | Inês Aroso | comentar
Sabes o que é um buraco negro? É onde tudo começa. É onde tudo acaba. Para mim é um buraco no peito. Vês-me de um lado ao outro. Sentes o vazio. Um vazio que dói. Mas as pessoas passam. Não reparam em mim. Outras riem. Outras fingem que não vêem, incomodadas. (...)

Lembras-te da última vez que saíste à noite?

04.04.19 | Inês Aroso | comentar
Noutro dia, encontrei-me com a Isabel para tomarmos um café e perguntei-lhe: “Lembras-te da última vez que saíste à noite?” Ela hesitou um pouco, mas respondeu-me: “Ah, foi no sábado passado…”. “Que sorte”, pensei eu, com vergonha de confessar há (...)

Lina, mulher a dias

02.04.19 | Inês Aroso | comentar
  Lina ama a dias. Despe o corpo de pudores. Veste a alma de sonhos. Ama dia-sim, dia-não. Nos dias em que não ama odeia. Odeia o amor.  Nesses dias-não, amaldiçoa o dia em que o conheceu. Recorda momentos que viveu com ele com tanta nitidez e pormenor que os poderia (...)